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Brasil precisa povoar a fronteira Norte Texto original em: http://www.alerta.inf.br/Geral/1280.html Sábado, 22 de Março de 2008, 10h00.
Se faz necessário duas providências imediatas: uma é ampliar e aprofundar o Programa Calha Norte e a outra é a revogação da delimitação em área contínua da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. Da mesma forma todas as reservas indígenas e ambientais localizadas na área de fronteira que vai do Amapá a Rondônia deveriam ser criteriosamente reavaliadas pelo governo brasileiro. O Programa Calha Norte, idealizado na década de 1980, com o intuito de criar núcleos de povoamento da fronteira em torno de instalações militares, foi alvo imediato do aparato ambientalista-indigenista internacional, que não lhe poupou ataques rotulando-o de "genocida", "anti-índios" e outras tolices do gênero. Devido à uma combinação dessas pressões, as crescentes restrições orçamentárias impostas às Forças Armadas e a falta de contrapartidas das entidades civis do Governo Federal, o programa nunca atingiu as dimensões pretendidas. Descaso que tem custado caro ao País. O aparato ambientalista-indigenista internacional atuando através de suas bem financiadas organizações não-governamentais funcionam na prática como elementos de guerra muito mais efetivos do que unidades militares tradicionais com o agravante de não poderem ser confrontados por meios clássicos de combate. É no mínimo temerária a atitude dessas instituições de atrasarem durante anos ou mesmo definitivamente projetos de usinas hidrelétricas, hidrovias, pavimentação rodoviária e outras atividades econômicas de uma área altamente sensível como o são as áreas de fronteira. Além de irem contra aos interesses da nação brasileira é uma afronta à soberania nacional. É preciso acabar de vez com as influências abusivas do aparato ambientalista-indigenista internacional na definição das políticas de desenvolvimento e em especial dos projetos de infra-estrutura física imprescindíveis à ocupação e modernização econômica da região Amazônica. É preciso dar um basta em sua agenda orientada a promover um vácuo populacional na região norte sob o falso pretexto de "reserva natural da humanidade". Sem a modernização econômica e o adensamento demográfico não será possível ao Brasil exercer uma soberania efetiva sobre a Amazônia. Deixando com isso a região vulnerável a todo tipo de ameaças externas inclusive com desdobramentos imprevisíveis de atritos entre vizinhos. |
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Marcelo Godoy |